domingo, 30 de maio de 2010

Sexta-feira.

Nós, amigos da praia, dos restaurantes, dos bares, dos encontros, das festas e dos sufocos que a vida nos traz, nos reunimos para comemorar.
Tinhamos 2 ótimos pretextos: o aniversário da Isabella e o lançamento do livro do Nando.
Não podia ser melhor, ainda assim sentimos a falta do Sidinho e da Ana
João tocou violão.
Cantamos bossa nova.
Há testemunhas que o Ricardo cantou também!
Bebemos diversos vinhos tintos.
A mulherada evoluiu em coro, como se estivesse num palco iluminado.
Rimos e sorrimos por horas e horas.
E cantamos a plenos pulmões:
É bonita, é bonita e é bonitááááá!!!!!!!!
Vivê-ê-ê-ê-ê-ê-êrrrrrr!!!!
....
E a Bia, a minha mulher, estava maravilhosa, iluminada!
Perfeita como anfitriã.
E assim, seguimos pelo fim de semana...
Felizes com a energia acumulada em comum.

domingo, 25 de abril de 2010

Las madres y las abuelas de La Plaza de Mayo-B.A.

Ontem saiu no O Globo uma matéria sobre 2 jovens, um homem e uma mulher de 32 anos, adotados em 1976 pela atual dona do jornal El Clarín, em plena ditadura militar argentina.
Eles se dizem vítimas da perseguição política do governo de Cristina Kirchner ao Grupo El Clarín e não querem fazer o exame de DNA, obrigatório por lá, para que parentes de desaparecidos confirmem de quem são descendentes.
O poder do Grupo El Clarín vem adiando seguidamente a coleta de material para os exames e há muita pressão política contra e a favor.

http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2010/04/22/filhos-adotivos-de-dona-do-clarin-dizem-estar-sendo-usados-pelo-governo-para-atacar-mae-916417287.asp

Estive com minha família na Plaza de Mayo, especialmente, para ver Las madres et las abuelas, em 2004.
Admiramo-as em silêncio e com lágrimas nos olhos. Sabíamos que apesar da idade permanecem ali em busca de informações sobre seus filhos desaparecidos. Sabíamos que muitos de seus maridos já se foram, justamente por guardar a dor entre 4 paredes.
Elas não. Com reumatismos, artroses, dores, bengalas e cadeiras de rodas elas, pelo menos uma vez por semana, estão ali.
Impossível não admirá-las e compreendê-las depois do filme argentino A História Oficial que ganhou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.
Impossível não admirá-las e compreendê-las depois de conhecer a entrevista que uma delas deu à revista Caros Amigos, há 5 anos atrás.
Impossível não admirá-las e compreendê-las ao entrar no site que mantém e ler ao acaso o que li e que deixo o endereço para vocês.
http://www.madresfundadoras.org.ar/noticia/Volveracasa/374


SOU A FAVOR DA POSIÇÃO DAS MÃES e AVÓS, ELAS TÊM O DIREITO DE RECONHECER SEUS NETOS, AINDA QUE ELES NÃO SEJAM OBRIGADOS A CONVIVER COM ELAS.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Desabafo e Opressão

Hoje fui ao trabalho, em Niteroi.

Já sabia que bem próximo da empresa, há uns 800 metros talvez, casas haviam caído, pessoas tinham morrido.
Ainda assim, achei que suportaria a travessia.

Contudo, na véspera ouvi um relato de quem havia estado por lá, pela manhã.
Ele me disse que enquanto avaliava o local, uma mulher olhava para os escombros e chamava por parentes desaparecidos...
Eu vi a foto dela, tirada pelo celular...

Não reagi bem.
Era próximo demais do meu cotidiano para conseguir ficar imune.

Passei o dia pensando no diálogo trágico/absurdo.
Imaginei muito bem a cena, pois conhecia muito bem o cenário.

Para tornar minhas autodefesas mais frágeis, à noite, mais dramas.
Notícias e filmagens de um catastrófico desabamento, que acabara de ocorrer, ao lado do percurso que eu faria na manhã seguinte, para chegar ao trabalho.
Absurdo dos absurdos foi compreender que pessoas haviam feito suas moradias sobre um aterro sanitário, em aclive, e que a prefeitura da cidade, assitira indiferente à tragédia anunciada.

Fui dormir revirado.

Hoje fui ao trabalho em Niterói.
Não pude passar próximo aos locais do relato e da tragédia principal.
Ainda assim, não estava com o escudo invisível com o qual costumo me deslocar.
Para conseguir chegar, passei por outros caminhos tortuosos, onde desabamentos com mortes não sairam na TV.

Ao me deslocar, ouvi constrito, o silêncio que só é quebrado pelo ruído de águas descendo por ruas desfiguradas.

Muita gente que mora no Rio de Janeiro, não sabe que o Prefeito de Niterói está em seu terceiro mandato.

Lá e também aqui, não dá para botar a culpa nos índices pluviométricos.

PUSILÂNIMES! (*)

Todos nós nos tornamos, pusilânimes!

(*) Fraco de ânimo, de energia.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Estórias para Nina – 1

No dia que você nasceu, seus pais levaram um monte de amigos para a maternidade, para esperar a sua chegada.
Ainda bem que sua mãe ficou num quartão, tão grande, mas tão grande, que cabia todo mundo.
Os médicos marcaram para você sair mais cedo mas, aí, demoraram mais um pouquinho, deixando que você ficasse mais um tempinho, na barriga da mamãe.

Foi bom!
Deu tempo para o seu pai mudar de idéia e levar a máquina fotográfica para fotografar você, na horinha que você estivesse saindo.
Deu tempo para todos os tios chegarem e aguardarem pela sua chegada.
Deu tempo para o berçário encher de crianças lindas que nem você!
E ainda deu tempo para a galera toda, que te esperava, ficar babando, olhando para seus colegas de berçário, se espreguiçando, se mexendo, abrindo e fechando os olhos.


De repente, a torcida se desarrumou toda!
É que, no fundo do corredor, você vinha chegando num carrinho de bebê-recém-nascido! (depois eu te levo pra ver um carrinho de bebê-recém-nascido)
Quem vinha pilotando o carrinho era a enfermeira e quem vinha ao lado, todo orgulhoso, era seu pai!
Aí, a torcida reconhecendo quem estava chegando ficou toda assanhada e gritou:
UUUUUEHEHEHEHEHEHEH!


E aí, a torcida se aglomerou na porta de entrada do berçário!
Fotos, sorrisos e a informação rápida de seu pai, dizendo que tudo tinha ido muito bem e que sua mãe estava ótima!
Pronto, agora todos relaxam e se abraçam felizes!


Aí, você fica peladona!
Verificam seu peso e altura e a torcida comemora.
A enfermeira coloca você no colo do seu pai para tiramos um monte de fotos!
E a seguir, ela coloca você no quentinho da incubadeira.


Você se agita. Seu pai conversa com você baixinho. Todos vem que você se acalma...
E todos vêm o grande amor que explode no olhar de seu pai para você.
É a hora de todos na torcida ligarem para os amigos e enviarem SMS. Os celulares não param de tocar.


A Nina Sá, a Ninaça, a Nininha, a Menininha do Meu Coração tinha chegado!


E o vovô e a vovó também estavam lá, chorando de emoção.


Beijos,


Vovô Sá

sábado, 7 de novembro de 2009

A gente não aprende!

Eu gosto de praia.
Já gostei mais.
Agora gosto médio.
Gosto da social.
Gosto do mar e da água.

Mas não gosto do "altinho" nem de frescobol violento.
E o prefeito avisou que implantaria o choque de ordem e ia acabar com ambos e mais o que tivesse de ruim.

Curti a notícia!

Mas descobri o que não queria ver. O prefeito é chegado a bobagens iguais àquelas de seu padrinho político, Cesar  Maia.

Hoje, eu estive na praia. Mais uma vez nos sentimos ameaçados pelo "altinho", pois não queríamos levar boladas e muito menos corrermos o risco de uma bolada acertar a Joana que carrega a Nina com ela.
Muita discussão e tanto stress, que acabei não segurando a onda.
Fiquei mais 15 minutos e saí fora. Irritado.

Apenas por curiosidade, saí procurando por PM´s ou por Guardas Municipais.

Não encontrei nenhum deles nem Sua Excelência, o @#$&* do Prefeito.

Ninguem merece conviver com factóides por mais 4 anos!

Muito Estranho

Não gosto de montanha russa.

Ou melhor, não gosto de “estar montanha russa”.

Mas eu estou! Montanha russa!

Bia viajou com a Olívia e achei que ia dar conta de ficar...

Ficaríamos bem: Eu, Aureliano, Elme, O Lobo da Estepe e toda essa confraria. Seria possível que um ajudasse o outro.

Qual o quê!

Estamos em frangalhos!
Meu espírito (ou nossos espíritos) está(ão) firme(s) como uma “saca prástica” vazia, solta na rua.
Qualquer brisa tira-nos do lugar.

Se quiserem uma dica, lembrem daquela cena de Beleza Americana em que o rapaz, filho do fuzileiro naval obcecado, mostra para a vizinha seu vídeo, onde acompanha um saco plástico rodopiando, subindo e descendo por força do vento num canto de rua.

Maneiro o vídeo, naquele momento do filme...

Uma bosta se enxergar, como possível protagonista do vídeo.

Apesar dos amigos e filhos que não viajaram estarem ajudando, acho que a Bia é o pesinho necessário para eu não sair voando.

É isso!

Sometimes there's so much beauty in the world I feel like I can't take it, like my heart's going to cave in.


http://www.youtube.com/watch?v=UDXjnW3nIWg

sábado, 31 de outubro de 2009

Para Bia,



"...
Venha cá
para o abraço cruzado
dos meus grandes
braços desajeitados
...
De qualquer modo
um dia
vou tomar te sozinha
ou com a cidade de Paris."
(Vladimir Maiakóvski)